O PROFISSIONAL

E ai galera, tudo bem com vocês?

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Revisitando um clássico dos anos 90, de nome original Léon e no Brasil O Profissional.

Um suspense policial francês que acompanha a história de Mathilda (Natalie Portman), uma menina de 12 anos que perdeu toda a sua família problemática num acerto de contas extremamente brutal. Léon (Jean Reno) um matador profissional, fica sensibilizado com a situação e ajuda a menina, passando a ser seu mentor na arte do assassinato, afim de vingar-se do lunático policial Norman Stansfield (Gary Oldman).

Apesar de contar com um roteiro simples, a montagem do filme é muito boa, o que eleva a qualidade geral. As atuações são de alto padrão, começando por Gary Oldman que nos monta um policial envolvido com o crime local (grande semelhança com os dias atuais), muito sádico e sem escrúpulos, com particularidades fantásticas. Jean Reno que a principio deveria ser o personagem principal na minha opinião, também nos entrega um matador extremamente regrado, apesar do baixo intelecto possuí um coração muito bom e nos passa uma credibilidade incrível. Mas Natalie Portman foi fantástica (sua primeira atuação) dando vida para uma menina com a vida castigada, envolta por uma família perturbada psicologicamente, acabou sendo a personagem principal, mesmo dividindo cena com astros de alto calibre.

Curiosidades

Para criação da personagem Tókyo da famosa série espanhola La Casa de Papel, foi Mathilda a sua maior inspiração.

Em 30 dias o diretor Luc Besson tinha um script, entregue nas mãos de Jean Reno como um presente. A inspiração para o filme veio do personagem do ator em Nikita, Criada Para Matar. Acabou aproveitando a ideia de Victor, O Limpador, dando ao personagem um Sósia nos EUA. Os dois matadores aparecem em cena usando sobretudo e óculos escuros.

 

Já assistiram esse filme, o que acharam?

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O MECANISMO, LAVA JATO E REFLEXÕES POLÍTICAS

E aí galera, tudo bem com vocês?

 

 

Já assisti a série O Mecanismo fazem algumas semanas, mas chamou tanto minha atenção que resolvi ler o livro Lava Jato do escritor Vladimir Netto (inspiração para a criação do roteiro) antes de expor minha opinião.

Primeiramente a série foi criada e dirigida por José Padilha (Tropa de Elite, Robocop e Narcos) um dos melhores, ou senão o melhor diretor brasileiro dos últimos tempos. A direção da série é muito boa, não deixando nada a desejar e mantendo o alto nível de suas outras obras.

O roteiro adaptado não é o melhor quesito, acredito que alguns pontos são fracos, mas sem duvidas me prendeu até o final da temporada. Por motivos óbvios foram alterados os nomes originais dos personagens, assim como o de empresas. Mas fica evidente quem é quem nessa história “fictícia” do Brasil.

As atuações são destacadas, para Selton Mello que é o personagem principal, um homem totalmente afetado pelo trabalho, que doa sua vida profissional e pessoal em função de sua busca pela justiça. Como coadjuvante de luxo aparece Carol Abras, discípula de Selton dentro da PF, possuindo o mesmo faro e instinto de seu mestre.

Agora em relação ao livro Lava Jato que foi inspiração para a série, ele conta de maneira contundente toda as manobras e escolhas feitas pelo juiz Sérgio Moro para iniciar a maior operação contra a corrupção do nosso país, lutando contra as empresas mais poderosas e seus partidos políticos.

A leitura é pesada, tomada por termos políticos e da justiça, porém ele expandiu minha visão em relação a tudo que acontece no Brasil em todas as frentes imagináveis. E isso é assustador por saber que estamos dentro de “um mecanismo” como aponta a série, mas por outro lado aumentou meu interesse por essa questão que está em descrédito com a população brasileira.

Sem duvidas indico o livro para pessoas que desejam entender o que está realmente acontecendo em nosso corrupto país, uma biografia que aborda vários crimes reais e não apenas noticias tendenciosas manipuladas pela mídia.

 

E agora vou expressar minha opinião em relação ao momento atual da nossa política, vivemos num país polarizado em que todos têm o costume de fazer a separação entre, direita e esquerda, mas que na minha opinião a divisão é entre os políticos, os fanáticos e os desinteressados.

E sem duvidas esse é um problema na base, pois acaba por influenciar na população que já não acredita em mudanças e aceita seus “pequenos” subornos diários, assim criando uma reação em cadeia que também influencia as gerações futuras.

Mas evidente que esse não é o problema principal, mas sim a falta de critérios na hora de escolher seus candidatos, estou com trinta e dois anos e desde os dezesseis exerço meu direito de voto, no inicio nunca recebi instruções de como escolher meu candidato, isso deveria ser explicito na escola e principalmente em casa, porém nossas escolhas são baseadas em experiencias pessoais (família, trabalho e etc…), da mesma maneira que escolhemos os nossos times de coração e não por conhecer o trabalho e a carreira dos candidatos. E sim, a grande diferença é que no mundo político nossos representantes devem cuidar de todos os principais projetos e questões que influenciam a saúde, educação e segurança.

Esse é um papo difícil e nem é objetivo desse blog, mas como um cidadão preocupado com o futuro quero fazer a minha parte. 

Agora falando de minhas experiências pessoais, meus pais eram afiliados ao PT, pois sempre foram trabalhadores e acreditavam no discurso que o partido adotou durante todo o tempo em que lutou para chegar ao poder. Assim também fui petista durante algum tempo e não me arrependo, pois um dos melhores momentos vividos pela classe trabalhadora foi o período em que conseguiram a presidência da nação. Porém com o passar do tempo, aprendi a fazer minha escolhas e decidir o que é realmente correto e dessa forma hoje não escolho partidos, dificilmente falo em politica, até porque esse é um assunto problemático, mas é tanta gente escolhendo candidatos por impulso ou apenas por não existir uma opção melhor, que resolvi expressar minha opinião.

Agora realmente falando sério, sem demagogias, vivemos na era digital e possuímos toda a informação (e desinformação também) em nossas mãos, para realizar escolhas de pessoas que vão administrar o “meu” dinheiro e a vida de pessoas que fazem parte do meu dia a dia, não basta apenas ser o “menos” pior. Precisamos de pessoas sérias, que tenham compromisso com a verdade, que coloquem o “nós” sempre a frente do “eu”. Se o candidato X parece ser uma boa opção, procure o que ele fez de bom em suas gestões e também o que ele fez de ruim, pois como agente conhece de Game of Thrones nem todos são do “bem” ou do “mal” e sim somos cinzas. E devemos policiar a todos, e a nós mesmos nesse tipo de assunto.

Outro ponto extremamente difícil de aceitar, são as pessoas que defendem siglas acima de tudo e todos, devo fazer minha escolha e acreditar nela, mas se por algum motivo ela se mostrar errada, temos todo o direito e obrigação de mudar de opinião. Não temos nenhum tipo de vinculo com ninguém, essas pessoas que são escolhidas para nos representarem, são MUITO bem pagas e não precisam de fanáticos alienados e sim de “chefes” que saibam reconhecer os serviços prestados, mas também cobrar e punir quando não o fizer.

Não vou citar nomes dos envolvidos, mas se o candidato que você escolheu fez muito pela sua vida no passado e não faz atualmente, ele não é uma boa opção. Se o seu candidato tem várias promessas inovadoras com frases de efeito fortes, mas não possuí um histórico de bons trabalhos, ele também não é boa opção. Não podemos errar por omissão, é necessário mudar o que hoje está acontecendo e não será colocando pessoas com desvios de caráter, preconceituosas e descansadas que isso vai mudar.

 

Galera, sei que esse foi um post bem longo e isso é apenas minha opinião.

 

 

 

 

BINGO: O REI DAS MANHÃS

E ai galera, tudo bem com vocês?

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Meus amigos esse drama biográfico inspirado no ator Arlindo Barreto que nos nostálgicos anos 80 deu vida ao palhaço BOZO. 

Difícil não iniciar falando de Vladimir Brichta que protagonizou a história e certamente foi o ponto alto. Seu personagem possuí várias camadas que são muito bem exploradas, a forma como se relaciona com seu filho, mãe e trabalho. Sua relação com seu filho é muito forte, porém após o crescimento na importância do Bingo para a emissora, seu envolvimento com drogas e algumas clausulas contratuais acaba se afastando dele e sua vida chega no limite.

O elenco em geral foi muito bem, mas Leandra Leal se destaca como a produtora do programa, extremamente religiosa e muito rígida. Que não quer ceder as investidas de seu colega (Bingo), porém nutre sentimentos pelo profissional ali presente.

O alívio cômico fica por conta Augusto Madeira que se torna grande companheiro de noite do Bingo.

Para muitos o roteiro foi a melhor parte, a ambientação e tudo o que envolveu. Quem viveu nos anos 80 ou já ouviu falar sabe, como diz o palhaço Bingo “O Brasil não é para principiantes”. Passando por referências pessoais (mesmo quase todos nomes tenham sido alterados, fica bem claro), musicas e o principal, os bastidores da televisão naquela época.

Agora quem realmente merece receber atenção, é o diretor Daniel Rezende, que foi primeiramente reconhecido por seus trabalhos em Cidade de Deus, Tropa de Elite, Arvore da vida e Robocop. Nessa produção ele mostra do que é capaz, fazendo uma história simples se tornar um clássico do cinema nacional. Sua montagem, seus cortes e seus planos sequências são espetaculares.

Ouvi falar do filme, mas acabei demorando para assistir, não achei que era de tão boa qualidade. Mas sem duvida ele está no meu top três filmes brasileiros e o indico para todos, inclusive quem não gosta de filmes nacionais.

Então galera já assistiram o filme? O que acharam?

DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO

E ai galera, tudo bem com vocês?

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Então meus amigos esse é um filme de comédia e nesse clima vai muito bem, como pano de fundo utiliza o gênero de investigação policial.

A história do filme é focada em três amigos na terceira idade que ao perderem seus fundos de pensões, resolvem se vingar do banco.

O elenco principal conta com Alan Arkin (Albert), Morgan Freeman (Willie) e Michael Caine (Joe).

Os vencedores dos Oscar podiam levar apenas com seus nomes o filme, porém conseguem entregar atuações engraçadíssimas e em especial Alan Arkin que vive um velho rabugento. Para completar Christopher Lloyd (sim, Doc Brown está presente) está hilário, vivendo um idoso com um grande problema de “esquecimento”.

Filme indicado para passar tempo, sem esperar um roteiro elaborado e sim 90 minutos de boas risadas com ótimos atores.

JOGADOR NÚMERO 1

E ai galera, tudo bem com vocês?

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Meus amigos, o que falar de Spielberg?

No mesmo ano em que produziu The Post, um drama concorrente ao Oscar de melhor filme de 2017, também participou de umas das obras com maiores influências da cultura pop da história.

Agora falando do filme, amantes dos anos 80, 90 e até os jovens da atualidade tem muitos motivos para ficarem impressionados.

São tantos easter egg’s que aparecem em tela e isso é o primeiro atrativo(diga-se de passagem um belo atrativo), apenas para criar um pouco de curiosidade cito o Batman, Esquadrão Suicida, Tartarugas Ninjas, Speed Racer, Atari e De volta para o Futuro como alguns dos mais conhecidos.

Por outro lado o filme não se mantém apenas pela nostalgia, o roteiro adaptado do livro criado por Cline, que por sua vez acabou por se inspirar nas produções de Spielberg para a criação de sua obra é muito bom, não existem grandes explicações ao redor da história, apenas o necessário para que nos importássemos com o objetivo dos personagens principais.

Ainda falando do roteiro, ele passeia do ambiente de aventura, ação, comédia e terror de uma maneira bem fluída fazendo parecer simples.

As atuações principais ficam por conta de Tye Sheridan (Parzival / Wade Watts), Olivia Cooke (Art3mis / Sam Cook) e Ben Mendelsohn (Nolan Sorrento).

Aconselho todos que assistirem no cinema a utilizar o 3D e tudo mais o que for possível, já que esse filme possui uma grande quantidade de imagens muito bem elaboradas para essa tecnologia.

Não é uma produção que deixará críticos em êxtase, mas o nerds com toda a certeza, vão colocar Spielberg num pedestal sagrado.

Alguém aí já assistiu? Concordam com minha visão do filme?

PERFUME DE MULHER

E aí galera, tudo bem com vocês?

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Meus amigos, o que falar desse drama que a primeira vista não me chamou muita atenção e acabei assistindo apenas pela participação de Al Pacino e seu Oscar de Melhor Ator, mas sem duvidas alguma me enganei. Começando por Chris O’Donnell (dos fraquíssimos Batman Eternamente e Batman & Robin) no inicio de carreira, conseguiu compor um personagem complexo e de muitas virtudes marcantes, recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor Ator Coadjuvante não sendo o vencedor por ter competido com nada menos que Gene Heckman (Vencedor), Al Pacino, Jack Nicholson e David Paymer (indicados).

Outro ponto interessante é o futuro vencedor do Oscar, Philip Seymour Hoffman também no inicio de carreira, porém esse recebeu muito menos espaço na trama, mas mesmo assim é muito bom observar o seu talento começando a dar sinais.

Seu roteiro é baseado  no filme italiano Profumo di donna, de 1974 e esse foi um dos pontos principais na minha opinião, a maneira como a história é contada nos apresentando seus personagens e como sua montagem os aproxima.

E para finalizar o ponto central da história é Al Pacino, um ex tenente-coronel do exército extremamente amargurado, com problemas comportamentais e de relacionamentos. Sua presença em cena transforma o filme com sua atuação totalmente fora dos padrões, Pacino compôs um personagem com camadas ímpares, começando pela cegueira e suas atitudes que no primeiro momento afastam qualquer pessoa. Mas por outro lado possuí muito carisma e seu amor por mulheres que fazem a total diferença na trama.

Existem duas cenas que foram fantásticas, uma discussão entre O’Donnell e Pacino no hotel e no ato final do filme o discurso inspirador que fecha a obra de maneira categórica.

Esse filme apesar de possuir duas horas e meia, tem um ritmo muito bom e não é possível sentir o tempo passar, por isso indico ele para todos, ainda mais que não ficou datado mesmo sendo de 1992.

O filme ainda passa uma mensagem de vida fantástica. Nem sempre ver é mais importante do que sentir.

 

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME

E ai galera, tudo bem com vocês?

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História

O filme conta a história de uma mãe que utiliza três outdoors para cobrar a polícia local de sua pequena cidade, por não resolverem o crime acontecido com sua filha.

Na minha opinião esse é um filme tecnicamente muito bom, provavelmente um dos melhores dos últimos tempos, seus personagens principais possuem várias camadas e isso acaba resultando em vários pontos de virada. Mas o que realmente considero o mais importante são os temas de culpa e ódio.

 Mildred Hayes (Frances McDormand, vencedora do Oscar de melhor atriz 2018), representou uma mulher em busca de justiça, que acabou endurecendo pelos problemas da vida e cobra Bill Willoughby (Woody Harrelson, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante 2018) é um delegado amado pela cidade, pai de família exemplar e diagnosticado com câncer, superior ao policial Jason Dixon (Sam Rockwell, vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante 2018) um homem com sérios problemas éticos na vida profissional e pessoal.

Nesse ambiente apresentado na teoria, poderíamos facilmente escolher um lado e dizer quem é “bom” ou “mau”, porém nesse roteiro muito bem elaborado nem tudo é o que parece e as “tais” camadas citadas acima, me fizeram em vários momentos torcer pelo policial Dixon e não aceitar algumas escolhas da inspirada mãe Mildred.

Ainda falando do roteiro, ele faz criticas pontuais a preconceitos de nossa atual sociedade, cutucando a ferida de uma maneira bem dura e eficaz.

mildred e Dixon

Indicações

Esse é um filme literalmente de Oscar, não segue um padrão e no final a escolha do que realmente vai acontecer fica a critério do espectador, portanto não acredito que todas as pessoas vão gostar. Mas é uma produção sem pontas soltas e com toda certeza indico para quem está buscando um filme para pensar e refletir.

Elenco

Frances McDormand (Fargo)
Woody Harrelson (Assassinos por Natureza)
Sam Rockwell (Confissões de uma Mente Perigosa)
John Hawkes (Inverno na Alma)
Peter Dinklage (Game of Thrones)

Diretor

Martin McDonagh

Curiosidades

Recebeu 7 indicações ao Oscar (sendo dois para melhor ator coadjuvante) e venceu em duas categorias.

Frances McDormand hesitou em aceitar a oferta de protagonizar esta trama, mas acabou sendo convencida por seu próprio marido, Joel Coen (Um dos irmãos Coen, cineastas mundialmente conhecidos).

Sam Rockwell usou preenchimento para parecer que seu personagem era mais gordinho.

McDonagh teve a ideia de escrever este filme após ver o anúncio de um crime não resolvido enquanto fazia uma viagem.

 

 

BRIGHT

E ai galera, tudo bem com vocês?

BRIGHT

Meus amigos dessa vez vou falar de BRIGHT, um filme produzido pela NETFLIX (que diga-se de passagem tem produzido muitos filmes e séries) do gênero de ação e fantasia.

Começando pelo melhor que é atuação de Joel Edgerton (Guerreiro e Êxodo) que protagoniza o longa junto de Will Smith e além disso é nos moldes de DIA DE TREINAMENTO, além de utilizar no enredo Orc’s, Elfos e outros integrantes das histórias dos filmes da trilogia do Senhor dos Anéis.  

O filme aborda temas muito importantes, como preconceito racial e bulling, de uma forma bem leve, mas bem empregado nos dias atuais.

A ambientação é em Los Angeles e nesse mundo os Orc’s são a periferia, Humanos a classe “média” e os Elfos a elite dominadora.

As partes mais fracas do filme estão nas atuações dos outros personagens, além da falta de profundidade dos Elfos que possuem um grande potencial. A direção é de David Ayer (Esquadrão Suicida e Fury) que já apresentou diversos bons trabalhos, mas nas cenas de ação desse deixou a desejar.

Num aspecto geral vale muito a pena assistir o filme e recomendo com toda certeza.

 

Wonder (Extraordinário)

E aí galera, tudo bem com vocês?

Wonder

Esse é um ótimo filme, não esperem uma trama espetacular ou super atuações. Mas o roteiro é inteligente e despretensioso, pois sabe o peso do personagem principal e não sobrecarrega o espectador.

Começando por Jacob Tremblay (O Quarto de Jack) que é o centro das atenções, um menino que nasce com graves problemas faciais, causados pela incompatibilidade genética dos seus pais e por esse motivo necessita de diversas cirurgias para que ele possa viver “normalmente”. Julia Roberts a grande estrela do elenco, é a mãe super protetora que largou de sua vida para acompanhar e ajudar seu filho, sendo fundamental na trama. Owen Wilson é o pai descolado que está sempre ao lado do filho, que na minha opinião foi pouco aproveitado, mas quando exigido deu boa resposta. Noah Jupe que é o primeiro e melhor amigo de Auggie também é fundamental, pois ele representa o que pensamos e normalmente o que fazemos em nossas vidas. E finalmente a Izabela Vidovic que é a irmã “esquecida” e que mesmo passando muitas dificuldades sempre fica ao lado de Auggie, na minha opinião ela é o grande diferencial do filme.

O filme é baseado no best-seller de mesmo nome e com toda certeza indico ele para todos, principalmente por abordar temas atuais de nossa sociedade como bullying na escola, preconceito (principalmente o causado pela falta de educação em casa). Ele é um filme, fofinho que muitos podem questionar por seus problemas técnicos, mas que sabe muito bem passar uma mensagem de aceitação e que a amizade está acima de tudo.

Curiosidades

O livro de R.J. Palacio, que baseou o filme, figurou por 32 semanas na lista dos mais lidos do “New York Times”.

Julia Roberts não foi escolhida pelo papel, mas sim o escolheu. Ela leu o livro e gostou tanto que pediu para se incluir no elenco do filme.

A autora do livro se inspirou numa situação pessoal, quando seu filho de três anos se impressionou ao avistar uma menina na mesma condição que o personagem Auggie, criando uma situação constrangedora.

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A maquiagem que o ator mirim Jacob Tremblay usava para caracterizar chegava a levar duas horas para ser feita. Julia Roberts, inclusive, nunca viu o rosto de Jacob sem maquiagem no set.

A atriz brasileira Sonia Braga participa do filme, sendo avó materna de Auggie.

No filme, o personagem Auggie é portador da síndrome de Treacher Collins, que afeta os ossos da face e mandíbula.

 

Chaplin: O Gênio do cinema

LIGA DA JUSTIÇA: CRÍTICA

Thor: Ragnarok

LIGA DA JUSTIÇA

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E aí galera, tudo bem com vocês?

Liga da Justiça é um filme carregado de problemas causados pelas produções anteriores da DC (O Homen de Aço e Batman vs Superman: A Origem da Justiça), além de todo o peso que já carrega por ser parte da infância de muitos com desenhos e revistas em quadrinhos.

Mas na minha opinião o filme em geral é muito bom, começando por Ben Affleck que está reprisando seu papel de Batman, dessa vez com uma personalidade afetada pela morte do Superman e o que tudo isso causou para a humanidade. Gal Gadot (Mulher Maravilha) também está acima da média, uma atuação segura que só vem agregar com a atuação anterior no seu filme solo. Ezra Miller como Flash roubou a cena ao ser o alívio cômico principal e por transitar com segurança nos momentos sérios. Jason Momoa (GOT) e Ray Fisher tiveram um pouco menos de destaque no roteiro, mas suas participações foram interessantes.

O principal problema do filme na minha visão é o vilão Ciarán Hinds, em nenhum momento fica bem claro a sua real motivação e acaba destoando do restante do roteiro que até esse momento estava alinhado.

Os efeitos especiais funcionam muito bem, tirando algumas cenas do Lobo da Estepe e do Ciborgue, no restante é muito bom.

Em relação ao seu estilo, ele está um pouco diferente do normal em relação a DC, um filme com um tom bem mais claro em várias situações e com alguns momentos de descontração, mas mantendo os momentos de drama como é de costume. O ritmo do filme é muito bom, seus 120 minutos passam rápido e existem duas cenas pós crédito para quem assistir nos cinemas.

Indico ele com certeza.

 

STRANGER THINGS 2 – CRÍTICA

Thor: Ragnarok

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